Editorial

Se existisse um ano que gostássemos de riscar do nosso calendário, este seria, certamente, o escolhido. 2020 constituiu, para a generalidade dos e das portuguesas, uma provação que testou e testa diariamente a nossa capacidade de superação e o tamanho da nossa resiliência.

 

 Os efeitos diretos da pandemia, expressos em restrições à vida privada e, infelizmente, muitas vezes em internamentos e até perdas de vidas, constituiu e, ainda constitui, uma pesada herança que nos marcará no resto da nossa existência.

 

Igualmente na vida profissional, em particular no nosso setor de atividade, tivemos todos e todas de nos reinventar, com as transformações decorrentes da generalização do teletrabalho. Estando o STAS atento, desde 2012, a esta nova forma relacional do trabalho, incrementámos a apresentação de novas propostas mais aprofundadas sobre este tema, de forma a ficarem refletidos, nomeadamente, os custos financeiros e sociais que representa para os trabalhadores.

 

Neste ano vimos o projeto de fusão dos sindicatos bancários e de seguros no Mais Sindicato (ex SBSI) ser travado pelo congelamento da decisão de fusão, dado a conhecer à última hora pelo Sindicato dos Bancários do Centro. Estas decisões dos colegas bancários vieram assim, colocar muitas incertezas no desenvolvimento do projeto, o qual, ainda que não tenha até ao momento sido definitivamente abandonado corre, no entanto, sérios riscos na sua finalização.

 

Se isso acontecer e é, neste momento, uma séria possibilidade, esfumou-se, por vaidades e interesses pessoais, todo um trabalho de duas dezenas de anos, milhares de horas de reuniões, centenas de milhares de euros gastos com o projeto, nomeadamente pela parte do ex-SBSI, somente porque, para alguns, os interesses pessoais se sobrepõem aos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras.

 

No STAS, compete-nos, enquanto estrutura sindical empenhada na defesa dos trabalhadores e trabalhadoras da atividade seguradora, tudo fazer para esse objetivo. Este desiderato fica bem expresso na forma como diariamente nos organizámos para ir respondendo aos milhares de contactos e pedidos de informação/apoio a que, quer os serviços, nomeadamente os jurídicos, quer a direção, soube dar resposta, não obstante a situação pandémica. Esta não trouxe o fim dos processos disciplinares, dos despedimentos coletivos, nem da negociação coletiva, trouxe-nos, isso sim, novos desafios que encarámos de frente e, a eles respondemos com afinco e perseverança. Para vos dar um exemplo da dimensão da nossa intervenção, registámos até ao final do mês de novembro mais de 3.000 contactos, por telefone, por email e presenciais com objetivos vários, mas na sua grande maioria relativos à situação profissional, processos disciplinares e despedimentos coletivos.

 

Se há momentos em que é fundamental estarem sindicalizados, os últimos acontecimentos na atividade seguradora e os tempos que se avizinham, são um bom exemplo para poderem contar, nas horas boas, mas igualmente e com mais afinco, nas horas más, com a ajuda, o apoio, até às últimas consequências, que o STAS vos pode prestar.

 

Vamos, dentro em pouco, entrar num novo ano que, infelizmente, ainda irá herdar muito daquilo que estamos hoje a viver. Não obstante, ele terá de ser mais esperançoso e congregador da nossa vontade de mudança. Uma mudança que todos precisamos para recuperar, no mais curto espaço de tempo possível, tudo aquilo que perdemos no ano agora a findar.

 

Por isso, a equipa STAS deseja profunda e sinceramente que a quadra que agora se aproxima seja passada, não obstante os condicionalismos a que estamos sujeitos, com saúde e a certeza de que vamos ultrapassar a crise e sairmos dela mais fortes e envolvidos.

 

Carlos Marques

Presidente da Direção

ELO COLETIVO

ASSIM VAI A CONTRATAÇÃO

 

Desde o ano de 2018 que temos um novo paradigma na contratação coletiva.

 

Efetivamente foi naquele ano que se iniciou uma nova disposição de algumas das nossas seguradoras no sentido de aderirem a uma nova realidade contratual que veio a substituir o Acordo Coletivo de Trabalho que vigorava e se aplicava praticamente em todo o universo de seguros, até então.

 

Hoje, existem na atividade seguradora diversos Instrumentos de Regulamentação Coletiva de Trabalho: ACT-Acordos Coletivos de Trabalho, AE-Acordos de Empresa e um CCT-Contrato Coletivo de Trabalho, este último para o setor da distribuição de seguros, abrangendo agentes e corretores de seguros.

 

Naturalmente que todo e qualquer Instrumento de Regulação Coletiva de Trabalho-IRCT, que são o caso dos exemplos mencionados anteriormente, têm um determinado período de vigência que normalmente é de três anos para o clausulado (período que é renovável) e anual para as tabelas salariais e subsídios de refeição.

Neste momento vigoram nas empresas / setores, os seguintes IRCT:

 

CCT

     ACT

      AE

APROSE

ACT 2020                               a)

AGEAS SEGUROS         b)

FIDELIDADE                         c)

GENERALI SEGUROS    d)

LUSITANIA SEGUROS    e)

ZURICH INSURANCE      f)

 

AIG EUROPE

CARAVELA

EUROP ASSISTANCE

SEGURADORAS UNIDAS

Estão englobadas nestes IRCT, para além das indicadas supra, as empresas que se indicam conforme as alíneas abaixo:

a) ALLIANZ, ARAG, ATRADIUS, BANKINTER VIDA, CESCE, COFACE, COSEC, CRÉDITO AGRICOLA SEGUROS, CRÉDITO AGRICOLA VIDA, INTER PARTNER, LIBERTY, MAPFRE ASISTENCIA, MAPFRE SEGUROS, MAPFRE VIDA, METLIFE, POPULAR SEGUROS, PRÉVOIR VIE, REAL VIDA SEGUROS, VICTORIA SEGUROS, VICTORIA VIDA, SANTANDER TOTTA SEGUROS, UNA SEGUROS, UNA VIDA
b) AGEAS VIDA, OCIDENTAL SEGUROS, OCIDENTAL VIDA, MÉDIS, OCIDENTAL-SOC GESTORA DE FUNDOS DE PENSÕES
c) MULTICARE, FIDELIDADE ASSISTÊNCIA, VIA DIRECTA, COMP.ª PORT. RESSEGUROS
d) GENERALI VIDA
e) LUSITANIA VIDA, NSEGUROS
f) ZURICH VIDA

 

Entretanto, e por força do negociado anteriormente, temos neste momento um quadro salarial diferente para cada uma das empresas, exceto para as indicadas na alínea a), porque a tabela do ACT 2020 aplica-se a todas.

 

Ainda no âmbito das negociações anteriores destaca-se o facto de termos acordado com algumas empresas tabelas para mais de um ano, tendo os valores sido atualizados em cada ano civil. Na situação vertente negociámos para três anos (2019, 2020 e 2021) com a FIDELIDADE, LUSITANIA e ZURICH.

 

Para 2019 e 2020 tivemos atualizações em cada um dos anos com a CARAVELA, AGEAS, EUROP ASSISTANCE, GENERALI, SEGURADORAS UNIDAS e APROSE.

 

Somente com as empresas indicadas na alínea a) e a AIG é que temos negociado anualmente.

 

Devemos realçar que as tabelas que irão vigorar em 2021 na FIDELIDADE, LUSITANIA e ZURICH têm uma atualização de 0,80% e 1,20%, de 0,80% e 1,25% e de 0,85% e 1,50% respetivamente (atualizações variáveis consoante o enquadramento de cada categoria).

 

Ainda assim, e apesar de se fazer menção somente às tabelas salariais, não significa que não há outras atualizações. Com a mesma variação percentual resultaram assim atualizações nos respetivos subsídios de alimentação.

 

Tendo em atenção este contexto, apresentámos em devido tempo propostas de atualização para o ano de 2021 às empresas que tinham tabelas para dois e um ano de vigência, estando as propostas assentes numa percentagem de 1,50%.

 

Com efeito, a situação que se vive no país e no mundo, causada pela pandemia Covid-19, não contribuirá para que se diminua o empenho em se conseguir o que pensamos ser justo e merecedor para os trabalhadores e as trabalhadoras da atividade seguradora e estamos preparados para as futuras negociações.

 

Entretanto iniciou-se o processo negocial com a CARAVELA e neste momento, embora continue a negociação, podemos afirmar que a tabela salarial e demais cláusulas de expressão pecuniária para o próximo ano serão atualizadas em 1,50%.

 

José Luís Pais

1º vice presidente da direção

PROCESSOS DE CONCILIAÇÃO
 
ESPAÑA SA
APS - Associação Portuguesa de Seguradores
ELO ESPECIAL TELETRABALHO
 
 

TELETRABALHO – Um novo paradigma

 

O sempre relevante “Direito a desligar”

 

Não obstante este tipo de trabalho estar legalmente consagrado desde 2003, a temática ganhou, na atualidade, grande relevância, no âmbito das medidas excecionais e temporárias de resposta à pandemia SARS-CoV-2. O TELETRABALHO, a consciência das vantagens e desvantagens da utilização do mesmo, e a sua inevitabilidade durante o ano, foi uma das grandes “novidades” do ano de 2020.

 

As empresas na sua generalidade implementaram planos de contingência e definiram, muitas delas o teletrabalho como regime adotado para a generalidade ou grande parte dos seus trabalhadores.

Para além disso, as empresas tiveram também de se preparar para a possibilidade de parte (ou a totalidade) dos seus trabalhadores não ir trabalhar, devido a doença ou outras situações conexas (isolamento profilático – do próprio e / ou de familiares do agregado; encerramento de escolas; entre outras situações possíveis.)

 

Empregadores e trabalhadores foram obrigados a instaurar um regime de teletrabalho, essencialmente com o objetivo de combinar duas realidades distintas: por um lado manter as empresas a funcionar num regime tão próximo da normalidade quanto possível, e por outro cumprir a obrigação de saúde pública de aumentar as possibilidades de distanciamento social, isolamento profilático e de restrição de circulação, consideradas essenciais para conter a expansão do COVID-19.

 

Existem, no entanto, aspetos do regime geral que poderão não ser aplicáveis ao "teletrabalho de exceção", decorrente da situação de pandemia e de Estado de Emergência.

 

Uma dessas especificidades, decorrente da imposição legal, é a de que a sujeição ao regime de "teletrabalho de emergência" não obriga legalmente à celebração de um acordo escrito, embora aconselhe a um esclarecimento das condições em que deve ser prestado.

 

Por outro lado, temos de referir que o regime jurídico do teletrabalho prevê que, qualquer das partes do teletrabalho interno, pode denunciar o contrato de teletrabalho durante os primeiros 30 dias da sua execução (artigo 167º n.º 3 do CT). Este dispositivo não se aplica ao "teletrabalho de exceção", uma vez que não está na disponibilidade das partes fazê-lo cessar nos primeiros 30 dias da sua execução, mesmo que a experiência de algumas delas se tenha revelado ou venha a revelar negativa.

 

Carece ainda de atenção acrescida, neste contexto de exceção, o facto da subordinação se poder passar a exprimir, de modo particularmente intenso e invasivo, através do uso de tecnologias de controlo à distância. Trabalhador e empregador estão, durante o período de trabalho, permanentemente ou não, ligados, embora não na presença um do outro.

 

Mesmo nesta situação excecional, a admissibilidade legal do teletrabalho confina com a proibição legal do uso de meios de vigilância à distância no local de trabalho (artigo 20º do Código do Trabalho).

 

Outro aspeto a realçar sempre que falamos desta temática é o “direito desligar”, uma vez que o trabalhador tem direito a desligar dispositivos digitais fora do horário de trabalho, por forma a garantir o direito ao descanso e ao lazer, a conciliação da atividade profissional com a vida familiar, e a intimidade da vida privada, sem prejuízo dos contactos a realizar pelo empregador em casos de urgência, de força maior ou no quadro de relações profissionais de confiança pessoal. Mais especificamente, trata-se de o trabalhador ver reservado o seu direito a não atender chamadas, ler e/ou escrever e-mails, ler e/ou responder a mensagens de telemóvel ou a conversas de redes sociais, que estejam relacionadas com o trabalho, fora do seu horário laboral.

 

Com efeito, e como temos vindo a pugnar, (inclusivamente temos conseguido implementar normativos nesse sentido nos Instrumentos de Regulamentação Coletiva que temos vindo a celebrar), a utilização de ferramenta digital no âmbito da relação laboral não pode impedir o direito ao descanso do trabalhador, salvo com fundamento em exigências imperiosas do funcionamento da empresa.

O problema é que, na falta de acordo, o empregador pode definir, por exemplo, por regulamento, as situações que devem constituir exigências imperiosas de funcionamento, podendo pôr em causa o direito ao descanso. Neste sentido, assumirão certamente de futuro, um papel bastante relevante, os IRCT’s negociais, que poderão desenvolver esta matéria e regras específicas atinentes ao teletrabalho associado ao direito a desligar e direito ao descanso.

 

Recordemos ainda que, em 2019 o direito a desligar foi tema de propostas legislativas de vários partidos com assento parlamentar, temendo vários partidos qualquer solução que permitisse ao empregador definir por regulamento quando é que o empregador podia, por exigências imperiosas do funcionamento da empresa, contactar remotamente o trabalhador para além do seu horário de trabalho. Assim, foram chumbadas propostas que previam o agravamento das penalizações em caso de violação do período de descanso, nomeadamente através da utilização das tecnologias de informação e de comunicação, bem como propostas em que a violação dos tempos de descanso poderia vir a ser equiparada a assédio.

 

Ainda assim, não nos podemos alhear da circunstância de que é comum verificar-se que as entidades patronais pressionam os seus funcionários a estarem constantemente disponíveis, mesmo nas horas em que não integram o horário de trabalho. A entrega ao trabalhador de telemóvel e computador para uso em serviço, neste contexto, pelo empregador, corre o risco de ser vista como um "presente envenenado", na medida em que este terá mais tendência a não compreender o direito a desligar do trabalhador, face ao investimento nas tecnologias da informação que efetuou.

 

A realidade é que, de forma intencional ou não, muitos empregadores ao disponibilizarem dispositivos e instrumentos de trabalho que permitem uma maior flexibilidade e facilidade de comunicar, estão no fundo a tornar o trabalhador cada vez mais envolvido no trabalho, 24 horas por dia.

 

Estamos efetiva e inegavelmente perante uma realidade, que cada vez mais será adotada por empresas e trabalhadores, não se tendo verificado durante os meses de 2020 em que foi imposto o teletrabalho, uma diminuição da rentabilidade ou produtividade dos trabalhadores.

 

Estamos perante uma matéria que deverá ser desenvolvida em futuras negociações dos diversos Instrumentos de Regulamentação Coletiva do Setor, matéria em que nos empenharemos, exigindo a definição de regras básicas, mas mais desenvolvidas do que aquelas que a lei prevê, de modo genérico e programático.

 

O Teletrabalho é, sem dúvida, uma realidade que veio para ficar.

 

Carla Mirra

Serviços Jurídicos

ELO SOLIDÁRIO

Uma perspetiva solidária….

 

O ano de 2020 tem sido um ano complicado, é um facto inegável, mas para além disso não nos podemos alhear das situações de grande desgaste emocional que, de forma transversal, têm resultado na vida de todos.

 

Fazendo uma retrospetiva, a pandemia detém um enorme relevo e impacto na vida de todos, tendo todos nós sido obrigados a ficar em casa confinados e sem podermos fazer livremente os nossos passeios, ir ao cinema, tomar uma refeição com os nossos amigos e acima de tudo afastou-nos da família, dos mais velhos que por necessidade de serem protegidos tiveram de ser afastados de quem mais precisavam.

 

Para além destas situações de que todos nos fomos apercebendo aos poucos, muito ficou por perceber e também por mostrar.

 

Trabalhadores houve que foram espoliados de rendimentos e de condições de trabalho, dado que as suas tarefas, não podendo ser executadas em teletrabalho também o não puderam ser de forma presencial, não restando por isso outra alternativa senão a de os deixar ficar sem nada  fazer, o que teve reflexos nos respetivos rendimentos, que tão necessários são à sua subsistência.

 

Não posso deixar de dar uma palavra de apreço aos visados, mas também a quem com eles trabalhava ou lhes proporcionava trabalho, dando-lhes a possibilidade de poderem usufruir de algum rendimento durante este tão difícil período.

 

A estes casos temos de acrescentar os lares de idosos que deixaram de poder ter visitas. Os utentes, tão carentes de carinho, ficaram arredados dos abraços, dos beijos, e até de ter notícias dos seus entes queridos. Estas situações geraram um afastamento de tal forma grande, e muitas vezes até incompreendido, que quase fez parecer estar-se perante isolamento definitivo.

 

Muitos destes idosos viviam ou vivem na expetativa da visita do seu familiar, com maior ou menor regularidade, sendo importante para todos sentir que não foram “abandonados”, tratando-se isso sim, de uma ausência temporária.

 

As crianças nem sempre puderam ter os seus amigos ou familiares junto a elas, sendo obrigadas a ficar em casa, sem poderem usufruir das brincadeiras tão necessárias ao seu crescimento e desenvolvimento e durante o verão limitadas a pequenas saídas e idas à praia sempre que foi possível aos seus pais fazê-lo, sem condicionantes ou impedimentos.

 

Enfim, poderíamos estar aqui a enumerar situações de grande impacto nas vidas de todos e que impediram e continuam a impedir o bom desempenho de funções, relações de trabalho, de convívio entre amigos e familiares.

 

Feito este balanço não tão exaustivo como seria desejável, será decerto pertinente considerar que necessariamente deveríamos, pelo menos a partir de agora, ser e estar mais atentos a todas estas situações.

 

E quando se diz mais atentos referimo-nos à necessidade de compreender as situações, as causas e os motivos, bem como as necessidades dos outros, de uma forma clara e sem tendências, sejam elas quais forem.

 

É acima de tudo com essa ideia que deixo aqui esta reflexão e também apelo a todos para que todos pensemos no que se passou no último ano.

Um pensamento desinteressado, mas acima de tudo solidário…

 

Um pensamento livre e amigo que permita a todos aceitar as diferenças e necessidades dos outros…

Enquanto pessoas, e também trabalhadores, teremos que ser solidariamente iguais e considerar que todos têm os mesmos direitos. O direito ao trabalho, ao salário, entre outros e sem demagogias, mas acima de tudo à vida e à família.

 

É, pois, importante estarmos atentos e ficarmos disponíveis para ajudar quem, sem poder ou querer fazer alguma coisa, foi obrigado a ficar sem nada e a ter de estender a mão à ajuda de terceiros.

 

Sendo nós os terceiros, cumpre-nos ficar disponíveis para não gorar as expetativas de quem de nós possa precisar. A pandemia trouxe-nos uma nova visão e perspetiva da solidariedade.

Aqui vos deixo esta reflexão e também de alguma forma apelo, num momento em que todos passámos a encarar a vida, os problemas, os afetos, de forma diferenciada.

 

Boas festas e que o próximo ano de 2021 possa proporcionar a todos e todas o que de melhor desejarem.

 

Mário Rúbio

2º vice presidente da direção

ELO SAÚDE

O que fazer para ter uma saúde mental saudável para sobreviver à pandemia?

 

Este momento inédito que estamos a viver, uma guerra invisível em que todos nos queremos salvar, aguardamos ansiosamente por uma cura milagrosa.

Algo tem de ser feito, para que nessa espera, a nossa mente não enlouqueça, nem nos faça desistir.

 

Como enfermeira, observo muitas vezes o desespero e o desamparo e por vezes pequenos atos ou palavras, confortam o coração de quem mais precisa. Acredito vivamente que manter o controlo emocional é algo que se trabalha internamente, como quem vai ao ginásio, para trabalhar o corpo.

 

Buscamos a felicidade e o equilíbrio fora e a felicidade está dentro de nós.

 

Tudo o que colocamos na nossa mente, refletir-se-á nas nossas atitudes, para connosco e com os outros.

Vivo isso diariamente e sinto o apelo e o dever de contribuir com o meu apoio, na ajuda de melhorar o estado emocional de quem precisa. Enquanto pessoa, faço o meu trabalho interno diário, para que psicologicamente me mantenha saudável e assim tenha a capacidade de ajudar o outro a se manter também saudável.

 

Nesta busca em me ajudar a mim, para poder ajudar o outro, criei estratégias internas, que busco como uma necessidade básica diária. Aceitar todas as minhas fragilidades, não me torna menos que ninguém, torna-me humana.

 

“Não somos super-heróis, somos pessoas”.

 

Este momento pelo qual todos passamos, é a verdadeira oportunidade de tirar o melhor de todas as lições. O melhor e o pior vem ao de cima e a parte que nós alimentarmos será a que sobreviverá. Se eu alimentar a minha melhor parte, será essa que prevalecerá. Sem dúvida alguma, o nosso melhor é o que todos queremos que sobressalte em nós, mas enquanto não tivermos consciência que todos os momentos, são oportunidades de nos melhorarmos, deixaremos sempre o nosso melhor para amanhã.

 

Nesta busca precisava, que tudo se encaixasse e fizesse sentido, muito aprendi e muito tenho para aprender e tal como diz o grande filosofo Sócrates “Só sei que nada sei”, todos os dias é um novo dia para aprender.

  • Sorri, a vida passa a correr;
  • Se hoje o dia foi mau, amanhã será melhor;
  • Dá significado aos pequenos gestos, se o fizeste foi porque alguém precisou de ti;
  • Agradece o dia de hoje, sempre;
  • Aproveita cada oportunidade para ajudares quem mais precisa. A lei do retorno é sábia;
  • Põe a tua fé à prova “ela” tem estado à tua espera;
  • Mesmo que tenhas medo, vai e não olhes para traz;
  • Se tiveres num dia mau, chora, limpa a tua alma;
  • Quando tiveres vontade de desistir, pede ajuda;
  • Vê tudo o que já conseguiste ultrapassar até ao dia de hoje;
  • Quando não aguentares mais, respira profundamente e contínua. A tua alma ficará mais calma;
  • Aproveita os pequenos momentos para cantares ou dançares, a tua mente e o teu corpo, precisam de se expressar;
  • Entra em contato com o teu coração, faz algo que te apaixone verdadeiramente e usa a tua criatividade;
  • Celebra cada passo, como uma conquista;
  • Telefona ás pessoas que mais amas;
  • Usa o humor, sempre que possas;
  • Agradece todos os dias pela pessoa que és, não há mais ninguém igual a ti;
  • Silencia a tua mente à noite, encontra a tua paz;
  • Antes de adormeceres coloca a tua mão no coração e agradece o teu dia;

 

“Eu respiro fundo e agradeço estares aí desse lado”.

 

 

Para aceder ao meu  site, clica no  linkhttps://coachingtransformacional.pt, onde terás todas as informações necessárias, desde o trabalho que desenvolvo e o programa que criei  “Desbloqueia a tua mente e encontra o teu caminho”.

Conto no meu E-BOOK 6 secretas verdades para desbloqueares a tua mente, para enfrentares a tua doença e as adversidades do dia-a-dia”,  o caminho que eu escolhi, espero que te inspire.

“Muda a tua mente, muda o teu corpo”.

 

Por: Cláudia Velez* – Enfermeira, EneaCoach (Especialista em Perfis Comportamentais) e Terapeuta em Saúde Integrativa Sistémica (SIS)

ELO COMUNICAÇÃO
A Era da Comunicação Digital
 
O momento atual de pandemia associada ao SARS-COV-2, vulgarmente conhecido por COVID-19, trouxe ao de cima inúmeras questões do ponto de vista laboral. 
 
Se por um lado, muitas empresas não conseguiram sobreviver, outras houve que se viram forçadas a adaptar-se para sobreviver. 
 
Vivemos e assistimos a momentos de reinvenção de negócios, a momentos de adaptação a novas formas de trabalhar. A criatividade tem  tendência para aparecer em tempo de crise. 
 
O STAS não cruzou os braços e procurou adaptar-se e reinventar-se nesta fase tão desafiante e atípica que vivemos. 
 
Reunião de Direção, 3 de abril de 2020
 
Quando foi decretado o Estado de Emergência em Portugal, no mês de março, o país fechou-se em casa e as atividades passaram a ser realizadas online. 
 
O STAS, desde então, tem mantido diariamente a comunicação e informação, sobre temas de interesse relevante, com os associados e associadas, através do recurso às redes sociais e plataformas digitais.
 
As reuniões decorrem num sistema híbrido, permitindo a modalidade presencial e videoconferência, de modo a evitar ajuntamentos. 
 
Reunião de Conselho Geral do STAS, 27/11/2020
 
Mantemos todos os serviços a funcionar de atendendimento, quer telefónico quer presencial, cumprindo todas as regras de segurança e de higiene exigidas.
 
O STAS sempre ao serviço dos Associados e das Associadas!
 
Numa altura em que o contacto físico e presencial, por vezes é um desafio, o STAS adaptou-se a novas formas de trabalhar,  tudo para manter o nível de serviço prestado a todos e a todas os que nos contactam. 
 
O facebook e o instagram têm sido canais importantes de comunicação com os/as sócios/as. Se ainda não nos segue nas redes sociais, deixamos aqui os nossos perfis. 
 
Porque a comunicação é importante para nós!
Porque você é importante para nós!
 
STAS o seu Sindicato!
Fique Bem!
Fique Seguro/a!
 
Patrícia Caixinha
Vogal da direção
ELO PROTOCOLOS
 
NOVOS PROTOCOLOS

 

Na Fábrica dos Óculos do Chiado e do Cacém contamos com uma vasta equipa onde temos os melhores especialistas. Dispomos de uma oferta diversificada nas áreas de optometria, ortóptica, oftalmologia geral, oftalmologia pediátrica e Contactologia.

 

A nossa missão é acompanhá-lo e dar resposta imediata às suas necessidades, onde temos 10 consultórios com equipamentos de alta tecnologia ao seu dispor com ou sem marcação.

 

E o que nos torna únicos? A qualidade do nosso serviço aliado à grande capacidade de oferta. A Fábrica de Óculos do Chiado e do Cacém tem à sua disposição mais de 10.000 armações e produz cerca de 300 óculos por dia!

 

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Av. dos Bons Amigos, nº 38 A
Cacém, junto à estação

Seg-Sáb: 10:00 às 19:30
Hora de Almoço: 13:00 às 14:30

 

213 420 996
Rua Garrett, 33
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Os benefícios dos colaboradores e sócios do STAS:

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PROTOCOLOS STAS
dezembro de 2020
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